Batizado de Afromineiridad
Batizado de Afromineiridades, evento nos jardins do Palácio da Liberdade lançou o programa do Governo do Estado de proteção e resgate da cultural afro em Minas Gerais
Por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult) e do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha), o Governo do Estado de Minas Gerais lançou, nesta manhã, 29 de março de 2022, na antiga sede oficial do Governo do Estado, o Palácio da Liberdade, o “Afromineiridades – Programa de Proteção da Cultura Afro em Minas Gerais”. O evento é uma realização da parceria do Iepha-MG com a Appa – Associação Pró-Cultura e Promoção das Artes, produtora cultural e patrimonial sediada em Belo Horizonte.
A abertura do evento contou, após um café da manhã de confraternização, com uma recepção aos convidados feita por grupos musicais das comunidades de matriz africana, com o Pai Ricardo de Moura e a cantora Aline Calixto representando os povos tradicionais, acompanhados dos tambores sagrados e entoação de cantos para marcar o início dos trabalhos.
Mesa de autoridades
Logo após a recepção inicial aos convidados foi composta a mesa de autoridades, que contou com a presença do secretário de Estado de Cultura e Turismo Leônidas Oliveira; o subsecretário de Direitos Humanos Duílio Campos, representando a secretária de Estado de Desenvolvimento Social Elizabeth Jucá; o presidente do IEPHA Felipe Cardoso Vale Pires; o subsecretário de Estado de Cultura Igor Arci; o promotor de Justiça da Coordenadoria Estadual de Combate ao Racismo e Todas as Formas de Discriminação Allender Barreto; o prefeito de Belo Vale Valdemir Liberato Soares; o conselheiro Titular de Culturas Afro-brasileiras no Conselho Estadual de Política Cultural – Consec – Adriano Maxmiliano; a coordenadora-geral do Centro Nacional de Africanidade e Resistência Afro-Brasileira – Cenarab Célia Gonçalves Souza; a diretora de Políticas de Reparação e Promoção de Igualdade Racial, da Secretária Municipal de Assistência Social, Segurança Alimentar e Cidadania da PBH, Makota Kizandembu; a líder quilombola Mírian Aprígio, do Quilombo dos Luizes; a Rainha Belinha – Isabel Casimira Gasparino – Rainha Conga do Estado de Minas Gerais – Guardas de Congado de Moçambique e Treze de Maio de Nossa Senhora do Rosário e o presidente da Fundação de Artes de Ouro Preto Jeferson Coutinho.
O presidente do IEPHA fez uma recepção inicial aos presentes, abrindo as falas das autoridades que foram unanimes em destacar em seus pronunciamentos a importância do resgate histórico da marcante contribuição e presença da cultura afro em nossa mineiridade e da falta de reconhecimento desses povos e de seu legado histórico-social-cultural para toda Minas Gerais e para o Brasil.
Encerrando os pronunciamentos iniciais, o secretário de Estado Leônidas Oliveira lembrou que “essa é a primeira vez que um evento importante e relevante como esse é realizado na antiga sede oficial do governo do Estado, o Palácio da Liberdade”.
Após a fala do secretário Leônidas Oliveira, foi iniciado o ciclo de debates.
Ciclo de debates
O presidente do IEPHA, Felipe Pires, abriu os trabalhos do dia apresentanto em slides e de forma promemorizada, a proposta do Programa de Proteção da Cultura Afro em Minas Gerais – Afromineiridades.
O evento teve sequência com a Mesa Temática “Contribuições do pensamento e das práticas tradicionais negras na formação da cultura mineira”, composta por Pedrina Santos – Capitã de Massambike de Oliveira – MG; Nila Rodrigues – historiadora e mestre em Estudos Étnicos e Africanos e Rubens Alves da Silva – antropólogo e professor – PPGCI-UFMG.
Após a apresentação da Mesa, ocorreu o encerramento do evento no dia de hoje, que seguirá nesta quarta-feira com o Fórum de Discussão – Afromineiridades: extensões e limites de uma categoria em construção, com transmissão ao vivo pelo Youtube da Secult, onde os conteúdos dos eventos ficarão disponíveis.